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Os dois ministros

 

Fernando Alexandre, ministro da Educação e Luís Faria, ministro da Administração Interna têm andado debaixo de fogo por motivos, apesar de tudo, diferenciados. Enquanto o que está em causa em Fernando Alexandre tem a ver com a sua visível incompetência para o cargo que ocupa, já Luís Neves revela uma caraterística muito portuguesa que é a do chico-espertismo, na qual o primeiro-ministro é, como vimos no seu imbróglio Spiniviva, alguém com qualidades acima da média.

Há, porém, há uma confluência de análise que os une e que diz respeito a decisões que tomaram e que os fizeram emergir numa espiral diferenciadora e positiva. Luís Neves, enquanto diretor da Polícia Judiciária, salientou-se, sobretudo, contra o posicionamentos miserável e populista do partido Chega relativamente à associação do hipotético aumento da criminalidade com os imigrantes. Já Fernando Alexandre teve o seu momento de glória aquando do desbloqueamento do congelamento da carreira dos professores, permitindo que estes reganhassem os perdidos dias de serviço a que tinham, obviamente, direito. Em campanha eleitoral, este foi um dos grandes trunfos da AD e também, já agora, do PS, embora este partido tivesse chegado tarde ao problema.

A meu ver, tanto o feito de Luís Neves como o de Fernado Alexandre foram já excessivbamente esprimidos e inflacionados. Logo, as suas permanências como ministros da República não me parecem saudáveis para a política, para o regime e, naturalmente, para Portugal.

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