Na minha terra dizia-se, por esta altura, que "vêm aí os 'aveques'". E vinham. Aos milhares, cruzavam a fronteira. Eram os emigrantes. São, ainda os emigrantes que, atualmente, desaguam, muitos ainda com a alma derretida pelo pisar no torrão pátrio, após meses de trabalho.
Estes dias de agosto, mereceriam, por parte de alguns trogloditas da nossa praça, momentos de alguma reflexão humanitária, quando se insurgem contra os seres humanos que vêm de outras terras à procura, no nosso irrepreensível país, de horizontes mais felizes para as suas vidas.

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