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O segredo das conversas ou conversas secretas

 

Estamos habituados a ouvir os dois principais responsáveis políticos do país escudarem-se no miraculoso argumento de o primeiro-ministro sabe o que eu penso. O contrário é também válido. Acontece que esta estratégia tem mais a ver com cobardia política do que dever institucional. Os portugueses devem saber o que pensa o presidente da República sobre, por exemplo, os anedóticos casos que assolam os ministérios da administração interna e da educação, assim como o extraordinário arrombamento do gabinete do Chega. A República (é isso que interessa) merece essa abertura. Estou em crer (já o escrevi) que António José Seguro espelha bem o que não deve ser um Presidente da República: vazio, autoelogioso e autoproclamadamente vigilante, segredista. Luís Montenegro, o primeiro-ministro mais chico-esperto que tivemos até hoje, agradece.

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O Major-General Saramago

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