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Do que estamos à espera?

 A pergunta é legítima, como legitimas são outras em sentido diferente. O assunto é a guerra que se trava na Ucrânia. Inquieta-me a facilidade pueril com que se mete achas para a fogueira. Ora é o drone russo que não explodiu no aeroporto de Leipzig, ora é o ataque ao comboio junto à fronteira polaca, que permitiu a Boris Johnson aparecer nos media internacionais, ora são os drones russos que andam por aí a voar, etc. Em tudo isto, há um denominador comum: a Rússia quer testar a NATO.

Ninguém se questiona: quer testar a NATO para quê? Custa-me a crer que a narrativa de que Putin, montado no seu cavalo branco, tem um objetivo imperialista que tem a Europa como foco ainda venda. Pelos vistos, vende, e bem, se tivermos em linha de conta os nossos esforçados comentadores, os quais, quando se trata de comentar a guerra entre a Rússia e a Ucrânia, têm sempre o cuidado de tomar uma claríssima posição a favor da Ucrânia.

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