Ouvi e vi Donald Trump na Assembleia Geral das Nações Unidas. Donald Trump consegue estimular nas pessoas uma ausência de perplexidade. Tirando os elementos que ocupavam os lugares de Cuba, ninguém se mexeu. Antes pelo contrário; o que mais vi foi um assertivo abanar dos cocurutos, em sinal de uma concordância marcada por uma orgulhosa estupidez. O discurso foi também interrompido por palmas, várias vezes. Trump proclamou-se, por exemplo, dono da Gronelândia e os tristes dinamarqueses nem pestanejaram. Pelo contrário, mostraram-se esplendorosamente satisfeitos.
Porém, há uma chave de segurança que se chama Rússia e China. Para mal dos pecados de Trump, o mundo unipolar foi um sonho, uma quimera americana, seja a América democrata ou republicana. Trump proclamou os Estados Unidos da América como o farol do mundo civilizado, uma civilização feita à medida. E nisso os democratas futuros agradecem. Quem pensa que o partido democrata rejeita esta visão, pode fazê-lo sentado. Nisto, a América é una e indivisível.

Comentários
Enviar um comentário