Vi na televisão o rejubilante ministro Miguel Martinez de Castro Pinto Luz a palavrar a respeito da crise da habitação e, decorrentemente, a criticar (já "pedi esclarecimentos") as infelizes declarações do presidente do IHRU, uma triste personagem que acabou por apanhar de toda a gente.
Ouvindo-o com ou sem atenção, há, desde logo, uma impressão que fica: o homem é um vendedor. Não sei o que vende, poderá até ser banha da cobra (o mais certo), mas não deixa de possuir, umbilicalmente, a matreirice desprezível daqueles vendedores em que a única preocupação que os constituem é a venda concretizada. Eu, se fosse um daqueles milionários que por aí andam, contratava-o. Para ele, era bem melhor. E tenho a certeza de que não se importava.
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