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O país está melhor, os portugueses é que não

 O sentido da frase que titula este post é verdadeira e remete para o período da Troika, no tempo em que Passos Coelho era primeiro-ministro e Luís Montenegro líder da oposição. Presumo que a autoria da frase seja mesmo de Montenegro. E também presumo que o atual primeiro-ministro continue a acreditar na premissa que a frase encerra. De facto, a comunicação social não tem sido recatada na expansão dos dados macroeconómicos do país. Vivemos em superávits quase permanentes, orgulhosamente a trilhar um caminho no qual o país será apanágio referencial de toda a Europa, de todo o mundo. O país é, definitivamente, um bom aluno, ideia calcada por Cavaco Silva, uma espécie de referência sagrada nesta matéria. António Costa, mais um governante que optou por um pouso dourado na União Europeia, não fugiu à regra, ao ponto de deixar o país mergulhado em superávits que Montenegro proveitosamente acarinhou.

Por tudo isto, Montenegro continua a não ter razão: o país não está melhor!

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